ATRAVÉS DO RÓTULO

Outro dia conversando com uma amiga psicóloga, ela me sugeriu uma reflexão interessante nesses dias de tantos escândalos e falatório.

As pessoas de um modo geral têm esquecido o valor da empatia, temos a tendência em olhar para os erros dos outros como se eles fossem completamente devastadores e preferimos manter distância, porque temos uma coisa em nós que nos atrapalha e muito na vida, que é o JULGAMENTO.

Temos uma inclinação impressionante para o julgamento, e isso em vários aspectos da vida; quando alguma pessoa se veste de forma diferente julgamos o modo de se vestir dela, quando alguém fala diferente ou pensa de outra maneira, julgamos porque é algo que nós não estamos acostumados e não aceitamos. Todos nós estamos sujeitos a sermos juízes dos outros, afinal de contas, somos seres humanos, falhos, podres e que precisam da graça pra continuar sobrevivendo nesse mundo tão difícil.

Quando alguém que conhecemos ou não comete um erro, seja ele do tamanho que for, a nossa primeira reação geralmente é de nos posicionarmos, pegarmos nossas pedras e nos prepararmos pra lançar. Mas o que Cristo ensinou não foi isso, pelo menos eu acredito que não. Nós devemos acolher, amar e enxergar além do que está exposto diante dos nossos olhos, pois aquele que errou é tão ser humano quanto eu que penso que nunca vou errar na vida porque sou muito santo.

A Escritura nos adverte a admoestar e auxiliar o nosso irmão, mostrando pra ele o erro e nos dispondo a ajudá-lo de alguma forma, seja orando com ele, seja levando o problema a alguém que posso ajudar melhor, e isso não quer dizer que fazendo isso somos melhores do que aquele que errou, não. Isso quer dizer que nós entendemos que todos somos falhos e vamos errar sempre, mas temos uma guia de fé e prática que nos ensina a maneira como devemos proceder e além disso, temos um Deus que é cheio de amor e graça e que nos acolhe sempre sem olhar pro que nós somos ou deixamos de ser, mas nos enxerga através de Cristo que é aquele que morreu pra dar uma liberdade muito maior do que qualquer caída ou recaída que tivemos na vida.

O que o mundo precisa é de pessoas que vejam através do rótulo, pessoas que não julguem o livro pela capa, pessoas que entendem que são como uma fumaça que some, mas que também entendam que foram alcançadas por uma graça irresistível que transforma tudo ao redor. Pois quando começarmos a ver além do rótulo, vamos ter mais empatia pela dor do outro, pela dificuldade do outro e vamos ser mais “um com o outro” do que “cada um por si“.

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